Barra Grande, o Bossa na estrada

Olá, meus amores tricoteiros!

Vim contar sobre o vilarejo de Barra Grande. Pra quem é do Piauí, sabe  que o local é um povoado de Cajueiro da Praia e quem é de fora do estado já ouviu ao menos falar desse "novo" destino turístico bombado aqui no Nordeste. Pois bem, já estive lá algumas vezes (quatro para ser exata) e a cada vez que vou me apaixono mais um pouco e hoje o post é para reportar acerca de minhas impressões de lá.


A praia é linda, plana, rasa, ótima para tomar banho em suas águas mornas, velejar  de kitesurf (para os aventureiros e que têm braço...hahahhaa) ou simplesmente apreciar a paisagem e o por do sol largado na areia ou muito bem acomodado em pufes nos bares das pousadas em frente ao mar.



Para quem não sabe, a praia é hoje uma das mais procuradas do país pelos amantes do esporte de deslizar sobre as ondas numa prancha  presa aos pés e manobrando uma pipa. Isto pelos ventos constante e favoráveis. Há escolas do esporte no vilarejo e a média de preço pelo curso é de R$ 1.600 (R$ 160 a hora aula)




Nunca fui para ficar hospedada em Barra Grande, fico no município de Luís Correia e geralmente tiro um dia da trip para desfrutar dos encantos do lugar. Desta vez chegamos cedo e nos acomodamos em um bar simples logo na entrada da praia, o Bar do Tutuca. Com pratos fartos e preço ok (pasmem que na praia do Coqueiro, onde fiquei hospedada, a refeição, petiscos e bebidas são bem mais caros do que em Barra Grande, que é o destino hypado do momento. Então #ficaadica.

Os bares e restaurantes são para todos os bolsos e gostos. Este é simples e mimoso

Passamos a maior parte do dia no bar do tutuca, já depois do almoço e com o sol baixando, eu e minha turma, fomos conhecer o bar e dar uma geral numa das mais antigas pousadas do lugar e que adota o conceito de construção mais 'natural' e típica do Piauí, usando a simplicidade como requinte. 

Trata-se da BGK. E quando cheguei lá pedi para fotografar e andar pela áreas comum da pousada e o garçom me indicou falar com a Relações Públicas do local, a Carol. Ela é paulista e me contou que era blogueira no estilo mochileira, mas voltando de uma aventura pelo Nordeste, ela e o marido se encantaram pelo local e por lá ficaram. O boy dela é instrutor de kite. Carol prontamente recebeu a mim e minha irmã e nos mostrou o local, que conta com vários tipos de chalés para a hospedagem, a começar pelo que deu origem ao empreendimento: a  antiga casa de praia de um dos donos.Trata-se de uma moradia redonda toda branquinha e de janelas azuis.


Detalhes do banheiro da área do bar da pousada

A RP nos contou que o hotel pertence a família piauiense Ibiapina. "Eles recebiam amigos em sua casa, mas as visitas ficaram tão constantes e volumosas que passaram a cobrar taxa de café da manhã e refeições para dar conta de atender a todos. Assim se transformou em hotel", disse a relações públicas.

Me encantou  a arquitetura simples que usa taipa e abusa de madeiras e palhas da região, como a carnaúba. O colorido nordestino está presente também em portas e janelas. Encontrei no banheiro feminino do bar com cobertura de palha um forro de chita. Isto mesmo. Achei tão lindo e original!


Fotos sem marca d'água créditos: Adriana Lemos

De uma outra vez que estivemos no povoado conhecemos a noite do lugar e experimentamos um dos bares do vilarejo, o  Manga Rosa. As ruazinhas lembram em arquitetura e diversidade de cores e sabores as do vilarejo de Jericoacoara, no vizinho Ceará, mas com menos agito.

Nessa visita recente encontrei duas boas histórias de personagens desses paraísos praianos, o Vinicius e o Sebastião. O primeiro é mineiro, filho de um caminhoneiro com uma hippie e o segundo cearense, da cidade de Camocim. Ambos passaram por mim com artesanato em palha e, instigada pelo meu irmão - que é meu fotógrafo, crítico e incentivador do blog - fui atrás deles para conhecer o trabalho e me contassem suas histórias.

Sebastião abriu o sorriso quando falei que conhecia sua cidade e que tinha passado pelo seu povoado indo para Jericoacoara pelas dunas. Descobrimos até que tínhamos um conhecido comum, o guia que contratamos em Camocim para nos guiar até Jeri há um ano. Que mundo pequeno, né?



Essa história levou a outra bem interessante do Vinicius sobre a arte do trançado. Ele disse que já trabalha com palha há 12 anos, viu muita coisa na estrada e aprendeu com elas, como a arte utilitária de índios no Pará, que ele incorporou a seu trabalho e ensinou ao Sebastião. Mas indagado sobre o que aguça sua criatividade para criar peças originais como os peixes das fotos acima, ele me disse: viajar é que me faz criativo.

Com esse pensamento anotado encerrei minha entrevista e já com vontade de novas viagens para poder contar mais histórias bacanas e enriquecer meus textos e minha bagagem.

Podem conhecer mais sobre Barra Grande nos links e instas abaixo

Barra Grande

Pousada BGK

@vemprabarra
@barragrandepi

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